MEMORIAS LITERARIAS

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quarta 27 junho 2012 12:42


MEMORIAS LITERARIAS

 

 Blog de memoriasliterarias : Memórias Literárias, MEMORIAS LITERARIAS

                                

   MEMÓRIAS LITERÁRIAS

O trabalho com gênero Memórias Literárias, que o Escrevendo o Futuro propõe para as escolas além de incentivar a leitura e escrita, procura resgatar, por meio do encontro com as memórias de pessoas mais velhas, a história da comunidade onde essas pessoas vivem.

O incentivo da criação de textos memórias literárias, objetiva resgatar um passado, com base nas lembranças de pessoas que, de fato, viverem esse tempo, representando o resultado de encontro, no qual as experiências de uma geração anterior são evocadas e repassadas para outras dando assim, com tenuidade ao fio da história que é de ambas.

As histórias passadas por meio de palavras, gestos, sentimentos, podem unir moradores de um mesmo lugar e fazer que cada um sinta-se parte de uma mesma comunidade. Isso porque a história traz em si a memória do grupo social ao qual pertence. Esse encontro, como afirma Ecléa Bosi (2005), é uma experiência humanizadora.

Portanto, é importante criar condições que favoreçam o resgate da história do educando, e para isso todos podem contar sua própria história, que única, pois cada um tem vivência específica.

 

                                          A vida não é a que a gente viveu, e sim a que

                                             a gente recorda, e como recorda para conta-la.

                                                                Gabriel Garcia Márques

quarta 27 junho 2012 03:01


Alguns textos para serem trabalhados nas oficinas da Olimpíada de Língua Portuguesa

bolinha

http://asnovidades.com.br/2007/infancia-tempo-de-brincar/

Meus tempos de criança Rostand Paraíso

 Pulávamos os muros e ganhávamos os quintais das casas vizinhas, enormes e cheias de fruteiras e de toda a sorte de animais, gatos, cachorros, galinhas, patos, marrecos e outros mais. Chupando mangas, gostosas mangas, mangas-espada, mangas-rosa e manguitos, esses quase sempre os mais saborosos, dividíamos os times e organizávamos as peladas de fundo de quintal que exigiam grande malabarismo de nossa parte, com as frondosas árvores para driblar e grandes irregularidades no terreno para contornar.

 Usávamos "bolas de meias", preparadas por nós mesmos com papel de jornal comp actado e colocado dentro de uma meia de mulher, mas já começávamos a usar bolas de borrachas e as "bolas-de-pito", que eram bolas de couro, com pito para fora e que tínhamos o cuidado de envergar para dentro, para evitar arranhaduras. Gost osas, memoráveis tardes que se prolongavam até a noitinha, parando-se apenas quando não havia mais sol e quando não podíamos mais ignorar os gritos que vinham de nossa casa, para tomar banho, mudar de roupa e ir jantar.

 As mesmas misteriosas ordens faziam-nos começar a desengavetar nossos times de botão para a temporada que iria se iniciar. Os botões eram polidos e engraxados. Descobríamos, nos botões das capas e dos jaquetões e, também, nas tampas de remédios, promissores craques. Nossos pais começavam a estranhar, sem encontrar qualquer explicação para fato, o desaparecimento das tampas dos xaropes e dos botões das roupas. Esses craques em potencial, novos valores que surgiam, eram devidamente preparados e passávamos dias a lixá-los e, para lhes dar mais peso e maior aderência à mesa, a enchê-los com parafina derretida. Trabalho que levava às vezes algumas semanas, os novos craques sendo testados exaustivamente até que nos déssemos por satisfeitos e os considerássemos prontos e aprovados para as grandes competições pela frente.

Os botões de chifre, preparados pelos presos da Casa de Detenção, onde íamos comprá-los, começavam, pela sua robustez e pela potência de seus chutes, a ganhar nossa preferência. Não gostávamos, porém, daqueles botões que vinham do Sul, de plástico, todos iguais, diferençando-se uns dos outros apenas pelas "camisas" que traziam coladas sobre si, com as cores dos clubes cariocas. Preferíamos, nós mesmos, pregar as cores do nosso time preferido, no meu caso o Santa Cruz.

 Cada botão ganhava seu nome, Perácio, Leônidas, Patesko, Pitota, Sidinho, Siduca... botões que já não tenho mais, desaparecidos misteriosamente ao longo do tempo. Meu ponta-esquerda, Tarzan, que tantas alegrias me deu, com suas arrancadas para o campo adversário e com seus mirabolantes gols, que fim terá levado? Preferíamos usar as bolas de farinha, arredondadas cuidadosamente na palma da mão e que permitiam um bom controle, correndo menos que as de miolo de pão e não tanto quanto as de borracha.

 Dentro daquelas regras que adotávamos e que permitiam que continuássemos a jogar enquanto não perdêssemos o controle da bola, éramos obrigados, quando nos sentíamos em condições de tentar o chute a gol, a avisar o adversário: "Defenda-se!" ou "Prepare-se!", dando tempo a que ele posicionasse melhor o seu goleiro e puxasse, para junto dele, os beques, geralmente bem altos, com a finalidade de dificultar o chute rasteiro. As partidas eram irradiadas por um de nós, ao estilo de José Renato, o famoso locutor esportivo da PRA-8, e os gols, quando convertidos, eram gritados histericamente, incomodando toda a vizinhança.

 Rostand Paraíso. Antes o tempo apague... 2ª ed. Recife, Comunicarte, 1996, pp. 131-132 Os

Automóveis invadem a cidade - Zélia Gattai

 Naqueles tempos, a vida em São Paulo era tranquila. Poderia ser ainda mais, não fosse à invasão cada vez maior dos automóveis importados, circulando pelas ruas da cidade; grossos tubos, situados nas laterais externas dos carros, desprendiam, em violentas explosões, gases e fumaça escura. Estridentes fonfons de buzinas, assustando os distraídos, abriam passagem para alguns deslumbrados motoristas que, em suas desabaladas carreiras, infringiam as regras de trânsito, muitas vezes chegando ao abuso de alcançar mais de 20 quilômetros à hora, velocidade permitida somente nas estradas. Fora esse detalhe, o do trânsito, a cidade crescia mansamente. Não havia surgido ainda a febre dos edifícios altos; nem mesmo o "Prédio Martinelli" — arranha-céu pioneiro de São Paulo, se não me engano do Brasil — fora ainda construído. Não existia rádio, e televisão, nem em sonhos. Não se curtia som em aparelhos de alta-fidelidade. Ouvia-se música em gramofones de tromba e manivela. Havia tempo para tudo, ninguém se afobava ninguém andava depressa. Não se abreviavam com siglas os nomes completos das pessoas e das coisas cm geral. Para que isso? Por que o uso de siglas? Podia-se dizer e ler tranquilamente tudo, por mais longo que fosse o nome, tudo por extenso — sem criar equívocos — e ainda sobrava tempo para ênfase, se necessário fosse.

Os divertimentos, existentes então, acessíveis a uma família de poucos recursos como a nossa, eram poucos. Os valores daqueles idos, comparados aos de hoje, no entanto, eram outros; as mais mínimas coisas, os menores acontecimentos, tomavam corpo, adquiriam enorme importância. Nossa vida simples era rica, alegre e sadia. A imaginação voando solta, transformando tudo em festa, nenhuma barreira a impedir meus sonhos, o riso aberto e franco. Os divertimentos, como já disse, eram poucos, porém suficientes para encher o nosso mundo.

quarta 27 junho 2012 17:35


ENTREVISTA

Entrevista Nome completo e idade do entrevistado:

1- Á quanto tempo a(o) senhora(o) mora nesta comunidade?

2-O (a) senhora (o) se lembra de alguma passagem marcante da sua vida nesta cidade? Que fato é esse?

3-Tem algum objeto antigo ou foto que lembre essa passagem da sua vida? Comente-o.

 4-Como era a comunidade no seu tempo de criança?

5-O (a) senhor (a) acha alguma semelhança com o que ela é hoje?

6-Quais as brincadeiras eram comuns na época?

 7-O (a) senhor (a) pode falar um pouco mais a respeito dessas brincadeiras?

 8-Hoje está brincadeiras estão sendo substituída pala tecnologia (TV, celular, computador e etc.) O que o (a) senhor (a) acha desse novo modo de brincar?

 9- O (a) senhor (a) acha que esse entretimento tecnológico influencia ou prejudica o hábito da leitura?

10- Enfim o (a) senhor (a) acha que estudar é importante? Por quê?

terça 26 junho 2012 17:05


HISTÓRIA DE RIO REAL

                                    

 RIO REAL: sua história

 No século XVII, os jesuítas adquiriram, por sesmaria, uma vasta área de terras, as quais colonos portugueses, indígenas catequizados e escravos africanos dedicaram-se a agricultura e criação de gado. Com o povoamento e o desenvolvimento da agropecuária, no século XVIII, esse território foi sendo desmembrado e deu origem à cidade de Itapicuru.

 

As primeiras ações para transformar às terras que hoje é a cidade de Rio Real começaram no remoto século XIX quando Itapicuru teve seu território desmembrado. Nessas terras existia um brejo com águas puras que servia de ponto de referência para os colonizadores que penetravam o sertão baiano. Foi às margens desse brejo que originou o povoado Brejo Grande.

 

 No decorrer da história, com o desenvolvimento da agricultura e o povoamento crescente, o povoado Brejo Grande, ainda subordinado a Itapicuru, foi elevado à categoria de freguesia, com o nome de Nossa Senhora do Livramento do Brejo Grande, através do Art. 1 da Lei Provincial nº 538 de 8 de maio de 1855. O Art. 2 da mesma Lei estabelecia os limites da freguesia:

 Principiará da Beira do Rio Real, no logar chamado passagem do meio, aonde atravessa o mesmo rio para a Fazenda Curralinho da Província de Sergipe; e da dita passagem do meio seguirá pela estrada que vem a Fazenda do Janico, a qual passa na morada de Martinho Ramos, e deste á Fazenda da Cruz, onde morou Francisco da Affonso, e desta para o Brejo do Cardoso, e d’este rumo direito ao sul, atravessará a estrada real que vai da Fazenda Sucupira para a Capella do Baracão no logar chamado Rancho do licoliseiro, à beira da dita estrada; e d’este ramo em rumo direito a cabeceira da baixa denominada Pae Gonçalo (no lado de cima) que he a estrada que segue da fazenda Tapéra para o sacco grande, e da dita capeceira da baixa de Pae Gonçalo em rumo direito a beira do rio Itapicuru no logar chamado Poço Redondo, em cujo ponto chegam as terras do Capitão Manoel Barreto de Mattos, que he pouco baixa da morada de Francisco Moreira d’Assumpção e do dito Poço Redondo, rio Itapicurú baixo, até encontrar com os limites da Freguesia do Conde nas matas do Rio Azul, e da mesma forma dividindo-se com a Freguesia de Abadia no Rio Pirangi até a beira do rio Real na passagem do meio, onde se principiou a dita divisão (VIANA, 1858, p.191). ‘Escrita obdecendo o documento original’.

 Nesse período a freguesia conheceu o seu primeiro Vigário, Padre Manoel José Escorrega. No dia 26 de agosto de 1857 foi criada na freguesia do Barracão uma subdelegacia. Passados vinte e cinco anos, a freguesia Nossa Senhora do Livramento do Brejo Grande cresceu e foi elevada a categoria de Vila por meio da Resolução Provincial nº 1.991 de 1º de julho de 1880, a qual recebeu a denominação de Vila de Barracão, se desmembrando do município de Itapicuru. Em 16 de maio de 1882 se constituiu de distrito sede com a categoria de Vila.

 Em 1887 deu-se inicio a construção da Estrada de Ferro Bahia ao São Francisco com linhas e ramais. A linha inicialmente chamada de ramal de Timbó perpassa Barracão, inaugurando por volta de 1910 a primeira Estação Ferroviária local. Dessa forma, houve um crescimento que favoreceu o desenvolvimento da localidade, pois aumentou o fluxo de produtos e pessoas.

A instalação da ferrovia provocou um intenso fluxo de produtos e de pessoas que obrigou feirantes e população a mudarem para as proximidades da estação, em função do volume de atividades desenvolvidas no local.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, a Vila de Barracão é constituída como Município de Barracão, distrito sede. Por força do Decreto Estadual nº 7455, de 23 de junho de 1931 o município de Barracão foi denominado Rio Real, cuja origem deve-se ao grande rio existente no território, o rio “Real”, um rio que banha os estados da Bahia e de Sergipe. Foi elevada á condição de cidade por Decreto-Lei-Estadual, de 30 de março de 1938. Pelo decreto estadual nº 7.479, de 08 de julho de 1931, a cidade de Rio Real adquiriu o território do município de Jandaíra, como simples distrito. Pelo decreto nº 8.703, de 16 de novembro de 1933, desmembra do município de Rio Real, o distrito de Jandaíra. Elevado novamente á categoria de município.

Hoje, a cidade tem 37.127 habitantes (IBGE, 2010), sua população ocupa uma área de 676,911km2. Possui 68 escolas, 43 rurais e 25 urbanas (MEC - INEP /2010). Destaca-se no setor de serviço e comércio, na atividade agrícola e pecuária. Alimenta suas festas e tradições. Mantém sua comunidade de quilombolas, o Mocambo do Rio Azul. Na sua zona rural ainda é possível encontrar fazendas com resquícios da época dos escravos. A cultura indígena é mantida por meio do trabalho das ceramistas.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Real_(munic%C3%ADpio)

 

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia Estatística. Censo Demográfico 2010 Publicado no

Diário Oficial da União do dia 04/11/2010. Disponível em http://www.censo2010.ibge.gov.br/dados_divulgados/index.php?uf=29

 

sexta 29 junho 2012 03:18


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